Além de aumentar a eficiência energética de instalações e estimular a produção descentralizada de energia, a cogeração é vista cada vez mais como outra fonte de renda para os empreendimentos. É nas usinas sucroalcooleiras que esse modelo ganha maior expressividade: o bagaço e a palha da cana representam uma parcela subutilizada de dois terços da energia contida na planta, já que açúcar e álcool são gerados unicamente a partir do suco da planta.
Atenta às tendências de mercado, que busca nas energias alternativas uma resposta mais sustentável ao futuro energético, a Bioenergética Vale do Paracatu (Bevap), em Minas Gerais, foi construída para produzir álcool hidratado e comercializar o excedente da energia à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Para implantar o sistema de geração de energia a Bevap contou com os produtos WEG. “A confiabilidade, robustez e a tradição dos equipamentos fornecidos pela WEG foram reforçadas pela competente equipe de assistência técnica durante o startup do sistema, que transcorreu sem nenhum imprevisto. A BEVAP sente-se segura em continuar adquirindo os produtos da WEG em seus futuros investimentos”, destaca Fernando Grocelli Sardella, coordenador de Elétrica da Bevap.
“A possibilidade da venda de energia faz com que o retorno do investimento seja antecipado”, destaca Saulo Dalmedico Costa, do Centro de Negócios de Energia (CNE) da WEG, que participou do fornecimento à Bevap. O vapor gerado na caldeira da usina alimenta tanto o processo produtivo da planta como movimenta a turbina e o gerador para produzir energia elétrica. Os cubículos (painéis) de comando e proteção da WEG garantem o funcionamento do conjunto turbogerador e o envio do excedente à concessionária, assim como o Sistema de Supervisão e Controle fornecido pela WEG, que possibilita ao cliente a visualização, gerenciamento e controle da produção de álcool, açúcar e energia.
Horizonte da cogeração
Utilizada de forma intensiva até a década de 1940, antes das centrais hidrelétricas concentrarem a produção energética no Brasil, a cogeração de energia volta ao cenário nacional como uma atrativa solução, principalmente para as indústrias, por aliar economia e benefícios ambientais.
A evolução da tecnologia que possibilita este tipo de geração contribuiu para retomar, com mais eficiência, o modelo no mercado nacional. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Brasil tem cerca de 450 usinas de etanol, mas apenas 22% exportam energia para o sistema elétrico, contribuindo com 2% do consumo anual. Entre 2005 e 2007, a energia elétrica gerada a partir da biomassa no país cresceu aproximadamente 20%.
Escopo do fornecimento
2 geradores de 31,25MVA
1 gerador de 37,5MVA
Painéis/Cubículos de Comando e Proteção
CCMs inteligentes
Sistemas de Supervisão e Controle
Link para fotos no flickr: http://bit.ly/dRPj8t

