As empresas BRF, Tigre e Tupy conquistaram uma economia de energia elétrica suficiente para suprir uma cidade de dez mil habitantes durante um ano. Os projetos de eficiência energética foram selecionados, por meio de chamada pública, no Programa Indústria + Eficiente da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) que disponibilizou R$20 milhões sem cobrança de juros e correção monetária. O recurso respondeu por mais de 20% do total investido em 2013 em projetos desta natureza no setor.

As medições finais, divulgadas em junho, confirmaram as economias estimadas no contrato firmado em dezembro de 2012. O programa financiou motores elétricos com alta eficiência e componentes de automação desenvolvidos pela WEG. “A Celesc inovou e acertou em dar ênfase a esse segmento de maior demanda. Terá resultados interessantes, que poderão ser compartilhados”, assinala Máximo Luiz Pompermayer, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Aneel.

A Tigre substituiu 91 motores, a BRF 113 e a Tupy 297. A redução anual foi de 24.636,87 MWh. Na modalidade de contrato de desempenho, o reembolso ocorrerá em parcelas com o mesmo valor da economia gerada. Dessa forma, o valor do investimento em equipamentos mais eficientes retorna na própria fatura de energia.

O consumidor não foi o único beneficiado, a eficiência é um negócio viável também para as concessionárias. “Os menores custos de energia conservada estão na indústria. Cada MWh conservado custa cerca de 30% menos do que para disponibilizar 1MWh no sistema elétrico”, afirma Marco Aurélio Gianesini, coordenador do programa.

MAIS CHANCES PARA PROJETOS

O recurso faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Aneel, onde são feitos os investimentos mais relevantes do Governo Federal. O PEE conta com um orçamento de R$400 milhões, formado por 0,5% da Receita Operacional Líquida (ROL) das concessionárias. Com a nova regulamentação, aprovada em 2013, a partir de 2015 todas as concessionárias terão que realizar anualmente chamadas públicas para projetos. As mudanças ampliam as possibilidades da indústria, com a priorização das duas maiores classes de consumo e incentivo a projetos com o melhor RCB.
"Projetos como esse comprovam que, para as concessionárias, é mais viável economizar do que investir em expansão”, acrescenta Marco Aurélio Gianesini, coordenador do programa.

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