Para algumas aplicações industriais, como transformadores de alta corrente, são necessários projetos de alta complexidade, especificamente para atender às demandas críticas de operação. Esses casos incluem transformadores destinados a fornos a arco elétrico, fornos tipo panela, retificadores e conversores. Em contextos onde é essencial fornecer potência a baixos níveis de tensão, os transformadores requerem projetos personalizados.
Nesse cenário, a WEG realizou o repotenciamento de um transformador para forno a arco, utilizado na produção de ferroligas. Originalmente fabricado em 1989, o transformador desempenha um papel fundamental na conversão de energia elétrica da rede, em energia térmica, facilitando a transformação da matéria-prima da metalurgia.
Com potência inicial de 22MVA, o equipamento foi reprojetado para 33,4MVA com tensão de 14,2/0,258kV, com melhorias, que incluíram a substituição de todos os enrolamentos (bobinas / isolamento), com a utilização de cabos especiais, fornecimento de novo comutador sob carga, secagem da parte ativa utilizando o sistema Vapour Phase (VP), além de jateamento e pintura do tanque, bem como ensaios e testes conforme a norma NBR 5356.
A utilização de cabos transpostos em transformadores para aplicações especiais é essencial, pois permite alta resistência ao curto-circuito. O sistema evita soldas ao longo do enrolamento, garantindo uniformidade na resistência ôhmica e na posição no campo magnético
A repotenciação de transformadores se consolida como uma prática estratégica de economia circular, tanto no mercado industrial como no de geração, transmissão e distribuição de energia. Esse processo consiste em atualizar o projeto original do equipamento para elevar sua capacidade de carga, reaproveitando componentes estruturais de alto valor econômico e ambiental, como o tanque, o núcleo magnético e acessórios.
Em vez do descarte de um ativo e, então, da compra de um novo, a engenharia foca na substituição dos enrolamentos e do sistema de isolamento, estendendo a vida útil do transformador com desempenho equivalente ao de um equipamento novo, robustez esta que reduz drasticamente a demanda por matérias-primas críticas, diminuindo a “pegada de carbono” da cadeia de suprimentos (economia circular) e otimizando os custos de capital (CAPEX) dos nossos clientes, alinhando eficiência operacional às metas globais de sustentabilidade.
Outro ponto importante é o prazo de entrega, que no processo de reforma tende a ser significativamente menor quando comparado à aquisição de um novo equipamento. Essa agilidade contribui para a redução de paradas operacionais e maior previsibilidade no planejamento das atividades.
Dessa forma a revitalização de transformadores, se consolida como uma alternativa comercialmente vantajosa, ao mesmo tempo confiável, estratégica e que otimiza investimentos e a sustentabilidade.