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Veículo: Sebrae
Seção: Notícias
Localidade: SC
Data: Julho 29, 2009
Hora: 13:44


Santa Catarina tem 46 empresas entre as mil maiores do País segundo a Exame

Catorze catarinenses estão no ranking das 500 empresas brasileiras que mais venderam em 2008. Se consideradas as mil maiores em vendas no ano passado, o Estado contabiliza 46 representantes que, juntos, faturam cerca de US$ 36 bilhões e empregam mais de 231 mil pessoas. Os números são do estudo "Melhores & Maiores - as 1000 maiores empresas do Brasil", publicado anualmente pela Revista Exame.
Do total das 14 empresas de Santa Catarina que aparecem no ranking das 500 maiores - eram 13 em 2007 -, perderam posições apenas a Celesc (foi 64ª para 80ª), a Tractebel (passou de 120ª para 134ª) e a rede Angeloni (caiu de 276ª para 297ª). O salto mais positivo foi da Tupy, que saiu da 268ª para a 203ª posição. As novidades ficaram por conta da Amanco (472ª), que não havia divulgado seus números em 2007 e, portanto, estava fora da lista, e da Intelbras (498ª), que também figuraram entre as 500 maiores.
A Bunge Alimentos, de Gaspar, manteve a liderança entre as catarinenses. A empresa alcançou um faturamento de US$ 10,1 bilhões em 2008, um crescimento de quase 50% em relação ao ano anterior, e saltou da 14ª para a nona posição no ranking nacional. Cerca de 62% da receita obtida pela companhia foi obtida com exportações, o que equivale a US$ 6,2 bilhões.
A hegemonia estadual da gigante, no entanto, deve cair por terra com a fusão da Sadia e da Perdigão, que criou a Brasil Foods. Em 2008, os números das duas companhias ainda foram contabilizados separadamente. A Sadia ganhou três posições e agora ocupa o posto de 33ª maior empresa do país. A companhia foi a sexta que mais exportou no ano passado (US$ 2,1 bilhões) e a oitava que mais contratou (60.461 funcionários). A Perdigão subiu da 49ª para a 45ª colocação. As vendas da empresa ficaram em US$ 3,7 bilhões.
CONCORRÊNCIA DOMÉSTICA
Na disputa interna, a Bunge venceu nas categorias crescimento (49,6%) e vendas (US$ 10,1 bilhões). Neste último critério, a companhia foi duas vezes superior à segunda colocada, a Sadia, que faturou US$ 5 bilhões. A Tractebel Energia faturou a liderança em rentabilidade (26,1%) e em riqueza criada por empregado (US$ 1 mil). Quem também se destacou foi o Grupo WEG, que através da WEG Automação foi líder em liquidez corrente (2,55), vice em crescimento (44,5%) e terceira colocada em rentabilidade (17,4%).
A PESQUISA
Realizada desde 1995, a pesquisa Melhores & Maiores da Revista Exame utiliza como critérios de desempenho o crescimento das vendas (peso 10), a liderança de mercado (peso 20), liquidez corrente (peso 25), rentabilidade do patrimônio (peso 30) e a riqueza criada por empregado (peso 15). Em 2008, mais de 3,5 mil empresas foram avaliadas.
OS DESTAQUES DE SC
Bunge Alimentos
Nona colocada geral, a companhia com sede em Gaspar, que atua na industrialização e na comercialização de cereais e sementes oleaginosas, faturou US$ 10,1 bilhões em 2008, crescimento em torno de 50% - o melhor índice entre as 50 maiores do país. No ano passado, a empresa comercializou 24 milhões de toneladas de alimentos. As exportações, direcionadas a 30 países, representaram 62% do faturamento, alcançando US$ 6,2 bilhões - a terceira melhor marca. No setor de bens de consumo, a Bunge foi a terceira em crescimento e a segunda que mais conquistou mercado, atrás apenas da AmBev.
Sadia
A companhia, 33ª maior do país - um ganho de três posições em relação ao ano anterior ¿, faturou US$ 5 bilhões em 2008, incremento de 11,1%. A empresa é a que mais emprega no Estado. São mais de 60 mil funcionários. No ano passado, foi a nona colocada geral em salários pagos (US$ 586,9 milhões) e a sexta em exportação (US$ 2,1 bilhões).
Perdigão
O faturamento da Perdigão em 2008 chegou a US$ 3,7 bilhões. As exportações alcançaram a marca de US$ 7 bilhões, o que corresponde a 41,7% do total da receita. A empresa foi considerada a 45ª maior do país, um ganho de quatro posições em relação ao ano anterior. No ano passado, foi a 16ª que mais pagou salários, contabilizando um total de US$ 379,2 milhões.
Grupo WEG
Através das controladas WEG Equipamentos (106ª), WEG Automação (503ª) e WEG Indústrias (951ª), o grupo faturou cerca de US$ 2,1 bilhões em 2008. No setor de bens de capital, a WEG Equipamentos foi a vice-campeã em pontos obtidos, atrás apenas da Atlas Schindler, de São Paulo, e campeã em receita operacional (US$ 1,65 bilhão), além de ser líder de mercado entre as empresas (17,7%). A WEG Indústrias foi a oitava colocada no mesmo setor em pontos obtidos e segunda em liquidez corrente.
Celesc
O ano de 2008 não foi dos melhores para a Celesc. A maior estatal de Santa Catarina faturou US$ 2,1 bilhões, registrando queda de 10,7% em relação a 2007. A empresa também despencou 16 posições do ranking das maiores do Brasil ¿ de 64ª passou a 80ª. Entre as maiores estatais, figurou na 12ª colocação, duas atrás do resultado de dois anos.
Tractebel
Dona do 20ª maior lucro de 2008 (US$ 461,7 milhões), a Tractebel figurou na quinta posição entre as empresas de energia em riqueza criada por empregado (em torno de US$ 1 mil). Mesmo assim, o faturamento da companhia encolheu 4,5%, chegando a marca de US$ 1,37 bilhão.
Tigre
Eleita a oitava melhor empresa da indústria da construção, a Tigre alcançou um faturamento de US$ 744,3 milhões no ano passado - a oitava melhor marca. A joinvilense, que detém 8,3% de mercado - também o oitavo melhor índice ¿, foi a terceira em riqueza criada por empregado (US$ 123,7 mil) e sétima em rentabilidade (15,7%).
Hering e Cremer
O setor têxtil catarinense também foi destaque. A Hering e a Cremer foram eleitas a sexta e oitava melhores empresas da área, respectivamente. Em termos de faturamento, a Hering aparece na sétima posição, com US$ 279,2 milhões, enquanto a Cremer figura duas posições atrás, em nona, com receita de US$ 183,6 milhões. Entre as 10 que mais cresceram ao longo de 2008, a Hering foi a terceira, com 24,5%, e a Cremer a sexta, com 4,2% de incremento nas vendas.
Intelbras
Líder nacional no mercado de centrais telefônicas, telefones e centrais condominiais, a Intelbras foi a 10ª empresa com mais pontos obtidos no setor eletroeletrônico. A catarinense, que faturou US$ 349,2 milhões em 2008, foi a quinta do segmento em rentabilidade (0,8%) e oitava em liquidez corrente.



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