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Depois de 31 meses de reforma, Mistralis volta a velejar


Veiculo: Click Aventura - Esportes de Aventura
Secao: Notícias
Localidade: SP
Data: Agosto 18, 2008
Hora: 10:35


Depois de 31 meses de reforma, Mistralis volta a velejar

Expedição Mistralis 2008 - Durante os mais de 30 meses de trabalho o veleiro Mistralis foi reformado por mim, Felipe Caire e equipe que trocaram toda a parte elétrica, fizemos modificações estruturais no casco e convés, fizemos inovações para aumentar ainda mais a segurança do veleiro que foi projetado pelo australiano Bruce Roberts, um dos mais conceituados projetistas navais, para enfrentar os mares do Norte.

Em paralelo, tivemos também a reforma do veleiro Felipe Caire com a ajuda de Dado Galdieri, Karen Riecken e Cynthia Ranieri e desenvolvemos o novo projeto da Mistralis: a Expediçao Mistralis - Aquecimento Global e Mudanças Climáticas.

A reforma ainda não chegou ao fim. Já que todas as empresas fabricantes de motores a combustão interna (MCI) não mostraram nenhum interesse em promover o uso de biodiesel ao longo da nossa expedição, partimos para uma inovação que será desenvolvida pela WEG, que já vem acompanhando a Mistralis em apoio com tintas para a completa pintura do veleiro.

Agora pretendemos desenvolver uma solução que diminua as emissões de gás carbônico para a atmosfera. Com isso, o veleiro Mistralis seria o primeiro veleiro de cruzeiro do mundo a usar essa solução. No dia 29 de julho saímos para estrear todas as modificações que realizamos. Tivemos um excelente resultado nos 5 dias de velejadas que realizamos pela costa do Rio de Janeiro.

Saímos em direção a mar aberto, apenas para velejarmos e conhecermos novamente o Mistralis, uma viagem de descoberta do "novo" veleiro. Não é nada fácil manobrar um veleiro de 19 toneladas e 15 metros sem motor, ainda mais quando pegamos calmaria que é muito comum na região entre Ilhabela e Cabo Frio.

Mesmo pesando 19 toneladas e construído em aço que promove segurança mais diminui o desempenho do barco, o Mistralis se comporta bem com pouco vento por possuir velas `leves` que possibilitam uma velejada segura em condições de calmaria.

Nessa nossa breve e curta velejada já encontramos problemas que segundo o biólogo Erli Costa da UFRJ pode ser relacionado ao aquecimento global. Encontramos um bando de pingüins magros no mar, cerca de 15 ficaram acompanhando o barco durante um bom tempo. Os pingüins não pareciam muito saudáveis.

Agora nossa próxima velejada será rumo a Porto Belo, Santa Catarina, onde iremos mostrar o barco para a equipe da WEG e realizarmos uma exposição de fotos no Museu da WEG. Serão 508 km em linha reta, feito completamente impossível para um veleiro que por vezes se vê obrigado a mudar de rumo por causa do vento.

Zarparemos na terceira semana de agosto e pretendemos ficar em Santa Catarina até resolvermos a nova motorização do Mistralis. Que os bons ventos nos acompanhem nessa nossa nova jornada!

Felipe Caire



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