Aplicações Financeiras
Foi bom, mas poderia ter sido melhor. Uma grave crise econômica nos Estados Unidos, a explosão dos preços do petróleo e o aumento nas taxas de juro acabaram servindo como um freio para a valorização de ações catarinenses.
As ações da jaraguaense WEG perderam 19,3% do seu valor na primeira metade do ano, apesar do bom momento que vive a empresa. Segundo Januário Hostin, analista da Leme Investimentos, o aumento das taxas de juros foi um dos responsáveis pelo mau desempenho. Até o final de 2008, a situação deve ser revertida. ´Há uma demanda crescente pelos produtos da WEG, pelos motores elétricos e itens de geração de energia, e isso deve se reverter em resultados´, avalia Hostin. No primeiro trimestre do ano, as vendas chegaram a R$ 887,3 milhões, 10,8% a mais que no mesmo período.
Mesmo com o crescimento na demanda mundial de alimentos e a expansão de seus negócios, a Pedigão não viu seus papéis se valorizarem. A empresa está ampliando sua participação no segmento de laticínios. A queda das ações no 1° semestre foi de 0,8%.
Outros dois segmentos que viram as vendas crescerem desde o início do ano, mas os resultados não apareceram na bolsa, foram o têxtil e o de confecções. No comparativo entre os cinco primeiros meses de 2007 e 2008, entrou 9,78% a mais de dinheiro no caixa das têxteis e 8,25% no das confecções, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). As ações da Döhler encolheram 5,1%. As de Hering ficaram no azul. Elas tiveram uma pequena valorização foi de 2,7%.